Você já assistiu a propaganda das havaianas com o Marcos Palmeira e o Seu Jorge? Não? Sorte a sua, é umas das piores propagandas já feitas....acontece o seguinte, eles estão numa roda de samba, e aí aparece uma mulher típica nerd-baixinha-deóculos-feia-acimadopeso-quesópensanomundo e fala que é um absurdo ter uma roda de samba acontecendo no momento de crise mundial (???)....é óbvio que ninguém a escuta. Essa personagem é um esteriótipo do tipo inteligente-não sabe se divertir, que é o esteriótipo de nerd (e me falaram que nem todos os nerds são inteligentes....), mas, ao contrário da propaganda, será que ainda existe esteriótipos na vida real?

Hum....nos filmes e nas novelas, a gente sabe que esses personagens singelos existem. Nas novelas a vilã é sempre esperta-rica-maliciosa-quer acabar com a mocinha por causa do personagem masculino principal, e a mocinha é sempre pobre-(ou fica pobre durante a novela)-ingênua-burra-que não percebe quem é a vilã até o ultimo capítulo. Acha que tô mentindo? Liga na Globo e dá uma olhada nas novelas...a única diferença que você pode perceber é que agora tá na moda o papel de mau ser interpretado por homens e não mulheres.

Já no caso do cinema, a figura muda um pouco...um filme que trata disso são os filmes adolescentes, ahhh que bacana, filmes assim são tão ruins, mas bons de se ver numa Sessão da Tarde. Principalmente aqueles da meninda-nerd-feia que com um pouco de maquiagem, escova no cabelo e roupas decentes, vira uma mulher-gostosa-ex nerd-que fica com o jogador de futebol (é sempre assim)...ou então em High School Musical, a loira TEM que ser burra-metida-rica e a morena TEM que ser pobre-ingênua-inteligente. Poxa, não são esses os esteriótipos reais, são? Não, não são. E High School Musical e os filmes do Freddie Prinze Jr, só existem graças ao filme Clube dos Cinco. Já assistiu? Não? Deveria...além de ser o primeiro filme sobre esteriótipos-adolescentes, é o único que leva o assunto a sério e talvez, (que coloque na sua devida proporção e época) os nomes certos de cada personagem: o nerd, a patricinha, o alteta, a estranha, o badboy. Claro, que são os esteriótipos norte-americanos-jovens, mas a abordagem do filme é diferente dos seus decendentes. No Clube dos Cinco, mostra o pq de cada comportamento e que esteriótipo nada mais é, que uma mascara que os outros põe em você. Ou pelo menos era assim...hoje fica a questão: os outros que te classificam ou você se classifica para os outros?
Ninguém mais quer fazer parte de um esteriótipo já existente e massificante...ao invés de mudar a imagem dos esteriótipos já existentes, se criou outros (os emos viraram um esteriótipo), e nos antigos, se acrescentaram características: a paty-burra gosta de micareta, e o badboy-maconheiro gosta de rap. Agora você é esteriotipado pelo que veste e também pelo que escuta. Olha só que coisa bacana! Se você é paty, escuta emo, e assiste anime você é o esteriotipo “sem idetidade própria”! Eeeeee, parabéns, por você se vestir diferente do estilo musical que escuta, você acaba por não ter identidade...afinal, se você não faz parte de um grupo existente....o que vc é?

Será que um dia os esteriótipos sumirão, e as pessoas serão simplesmente o que elas pensam e fazem?

1 comentários:

Eu escuto de Marilyn Manson à Enya, gosto de Resident Evil à Mario, tiro 10 em inglês e 3,5 em matemática, uso bata de florzinha com colar de soco inglês, gosto de colecionar palhetas ao mesmo tempo que coleciono perfumes... E já que o povo não consegue me rotular, eu sou, simplesmente, a "estranha". Ou "emo" (afinal, todos somos emos, não?).
E pior é que não basta as pessoas lhe rotularem simplesmente por suas roupas, por exemplo, elas ainda tem preconceito com o rótulo que elas mesmas criaram para você. Então, se você está usando listrado, você é um emo suicida, e por isso, não vale a pena vir falar com você. Acho que antes de mais nada, o preconceito também tem de acabar.

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